terça-feira, 26 de janeiro de 2016

EUA anunciam novo alívio das sanções impostas a Cuba

Medidas facilitarão exportações e viagens aéreas à ilha caribenha a partir desta quarta-feira.
Bandeiras dos EUA e de Cuba são colocadas lado a lado em varanda de hotel em Havana

WASHINGTON — Os Estados Unidos anunciaram que aliviarão mais restrições ao regime de sanções contra Cuba, com medidas que facilitarão exportações e viagens aéreas à ilha caribenha. Este é o mais recente passo dos EUA para suavizar o embargo diante da retomada dos laços diplomáticos com Havana. Os Departamentos de Tesouro e Comércio detalharam, nesta terça-feira, as mudanças “para ajudar o povo cubano a alcançar a liberdade política e econômica que merece”, que passam a valer a partir de amanhã.

"Estas alterações irão remover restrições sobre condições de pagamento e financiamento para exportações autorizadas e re-exportações a Cuba para itens que não sejam agrícolas ou commodities", de acordo com um comunicado conjunto dos dois órgãos.


Após mais de meio século de hostilidades, desde a Revolução Cubana de 1959, o anúncio dos EUA vem como mais um passo para normalizar as relações diplomáticas entre os dois países. No ano passado, as nações reabriram suas embaixadas, o que foi considerado um importante marco simbólico.As mudanças deverão também facilitar viagens a Cuba ao permitir a utilização de espaços bloqueados, compartilhamento de códigos e acordos de locação com linhas aéreas cubanas. Além disso, serão autorizadas transações adicionais para casos específicos — como, por exemplo, reuniões para discutir negócios, produções artísticas e prevenção contra o risco de desastres em Cuba.

“As emendas às normas de Controle de Ativos Cubanos se constroem sobre as ações sucessivas do último ano e enviam uma mensagem clara ao mundo: os Estados Unidos estão comprometidos a empoderar e possibiltar os avanços econômicos ao povo cubano”, disse o secretário do Tesouro americano, Jack Lew, em comunicado.

Ao mesmo tempo, em entrevista a jornalistas, um representante do governo americano também afirmou que o impacto prático do relaxamento das sanções dependerá, em grande parte, dos esforços de Cuba para liberalizar sua economia.

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