terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Em ato por terras, grupo ocupa prédio do Desenvolvimento Agrário no DF

Ministério foi ocupado às 3h50, diz PM; vidros da fachada foram quebrados. Na segunda, MBST e FNL ocuparam Incra e acamparam na Esplanada.
Vidraças quebradas no Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Brasília; membros da FNL acampavam na área externa desde terça (2) (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Vidraças quebradas no Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Brasília; membros da FNL acampavam na área externa desde terça (2)

Integrantes da Frente Nacional de Luta, Campo e Cidade (FNL) invadiram o prédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Brasília, na madrugada desta terça-feira, em um ato pela distribuição de terras. Segundo a Polícia Militar, o grupo é formado por 100 pessoas e entrou no imóvel por volta das 3h50. O G1 não conseguiu contato com os manifestantes.

Os membros da FNL não informaram se o acesso dos servidores ao prédio será vetado. O G1 tentou contato por telefone com o ministério, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. No bloco A da Esplanada dos Ministérios, também trabalham equipes do Ministério do Esporte, da Controladoria-Geral da União e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).Imagens feitas pela PM no local mostram que os vidros da porta da frente foram quebrados. Parte foi estilhaçada e caiu, mas não há registro de feridos. Os manifestantes ocupam o oitavo andar do edifício, onde o ministro Patrus Ananias faria a maior parte dos despachos no dia a dia.

Por volta das 7h20, o grupo seguiu até a rodoviária do Plano Piloto e interditou o Eixo Monumental, principal via do centro de Brasília, com pneus e cones de sinalização queimados. O protesto durou cerca de 20 minutos, mas causou engarrafamento no acesso ao Congresso e aos ministérios. A via foi liberada pouco antes das 8h.
Bombeiros do DF apagam fogo ateado em pneus no Eixo Monumental, em Brasília, por grupo pró-reforma agrária (Foto: TV Globo/Reprodução)

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a cerca de 2 quilômetros do ministério, foi ocupada na manhã de segunda (1º), e o grupo permanecia no local até as 7h desta terça. Os manifestantes dizem que só vão deixar os prédios quando forem recebidos por autoridades.

Segundo o Pastor Severiano de Oliveira, dirigente da FNL e do Movimento dos Brasileiros Sem-Teto (MBST), o Incra não abriu canal de diálogo até a noite de segunda. "Ficaremos aqui até alguma decisão ser tomada, e contamos com o apoio dos movimentos de outros estados", diz.
Barracas de acampamento montado em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Brasília, em ato por reforma agrária

'Carnaval vermelho'
Na segunda, integrantes da FNL e do MBST ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e acamparam em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

No Incra, também houve vidraças quebradas e o acesso dos servidores foi vetado. Em nota divulgada em rede social, o instituto informou que as superintendências regionais do Distrito Federal, de Goiás, de São Paulo e do Mato Grosso também tinham sido ocupadas.

Na Esplanada, o acampamento foi montado com barracas e fogões, além de faixas que pediam reforma agrária e faziam críticas à presidente Dilma Rousseff.

A PM disse ter monitorado os dois atos, mas disse não ter ordem para desocupar os espaços. Em novembro, manifestantes que acampavam na área verde da Esplanada e protestavam contra a presidente Dilma foram retirados do espaço após episódios de violência. Na época, o GDF informou que novas ocupações na área seriam proibidas.
Manifestantes acampados em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, no DF, em protesto que pede distribuição de terras

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