–- Pedro Ribeiro –- “Não tenho medo de ameaças e não vou ceder. Esta não é a primeira vez que o PCC me faz ameaças de morte. Vou continuar meu trabalho no sentido de extirpar o crime organizado no nosso Pais”. Esta foi a resposta do deputado federal e delegado de Polícia Federal, Fernando Francischini, à descoberta, pela Polícia Federal, de um plano para sua execução elaborado por 17 traficantes do presídio federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Em entrevista ao Paraná Portal, Francischini revelou que o plano de execução tem como cabeça o traficante Marcelo Cavalcanti (o Marcelo PQD) do Terceiro Comando e foi descoberto pela Inteligência da Polícia Federal, através de gravações. Fazem parte do grupo, os presidiários Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco; Marcelo Fonseca de Souza, o Marcelo Xará, Doca e Alexander de Jesus Carlos, o Choque, do Comando Vermelho.
Marcelo PQD é ex-paraquedista do Exército que se tornou um dos chefões do Terceiro Comando, na Ilha. Elias Maluco está preso pela morte do jornalista Tim Lopes, no Complexo da Penha. Choque era um policial que se envolveu com o crime.
Segundo Francischini, a ordem para executá-lo seria em represália ao Projeto de Lei 592/11, de sua autoria, que endurece a prisão de chefes do crime organizado, não permitindo a visita íntima e conversas com advogado só no parlatório. “Vou continuar e acredito que a Polícia Federal tem que montar um plano de contenção do avanço do PCC no Paraná”.
Esta não foi a primeira vez que Francischini foi ameaçado pelo crime organizado. Quando secretário de segurança pública do Paraná, ele endureceu ao proibir a remoção de presos. Segundo ele, o PCC fazia um comércio com remoção de presos para outros estados e cada um custava entre R$ 30 e R$ 50 mil. A operação foi batizada de Alexandria onde impediu que parte dos 750 presos ligados ao PCC no Paraná fossem transferidos para outros presídios, conforme era desejo das lideranças dos criminosos.
Em relação ao relatório da Polícia Federal, Francischini revela que ele foi finalizado em julho e elaborado com base em escutas ambientais apuradas no pátio de convivência dos integrantes da ala esquerda da ‘Vivência Charlie’ da penitenciária de segurança máxima.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente aqui