Com melhora no petróleo, ações da Petrobras sobem mais de 3%; Bolsa avança 1,05%
SÃO PAULO - O dólar comercial é negociado em queda, após atingir cotação recorde na quinta-feira. Às 11h25, a moeda americana era cotada a R$ 4,121 na compra e a R$ 4,123 na venda, um recuo de 1,03% ante o real. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue o movimento externo e opera em alta. O Ibovespa registra ganhos de 1,05%, aos 38.113 pontos.
Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora de Câmbio, lembra que a desvalorização do dólar está atrelada ao ambiente externo, com os investidores esperando um novo alívio monetário pelo Banco Central Europeu (BCE) e com a recuperação dos preços do petróleo, que tende a beneficiar a moeda dos países produtores do óleo. O barril do tipo Brent registra alta de 6,81%, a US$ 31,24 o barril. “Em movimento de correção técnica, após o exagero de ontem, o dólar comercial opera em queda ante o real. O cenário de menor aversão ao risco faz com que os agentes desmontem parte das posições defensivas assumidas nos últimos dias”, afirmou, em relatório a clientes.
No exterior, o dólar ganha em relação a maior parte das moedas. O “dollar index”, calculado pela Bloomberg e que mede o comportamento da divisa frente a uma cesta de dez moedas, sobe 0,31%.
Na quinta-feira, dia seguinte à decisão do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros inalterada em 14,25% ao ano, o dólar comercial fechou na maior cotação nominal registrada desde a criação do Plano Real, em 1994. A moeda americana avançou 1,51% contra o real, a R$ 4,166 para venda, um recorde parta valores de fechamento. O recorde anterior era dos R$ 4,145 registrados em 23 de setembro.
PETROBRAS SOBE COM PETRÓLEO
A alta da Bolsa é encarada mais como um movimento de correção e não como uma reversão de tendência. Segundo analistas, os investidores estão aproveitando a melhora do humor no exterior para fazer esse ajuste. A indicação do presidente do BCE, Mario Draghi, de que a Europa pode receber novos estímulos monetários faz com que as Bolsas no continente operem em forte alta.
— O Draghi animou o mercado com a indicação de novos incentivos, o que faz as Bolsas europeias subirem. Mas por aqui, no entanto, é um movimento de ajuste e não uma reversão de tendência. A expectativa de de resultados mais fracos para as empresas brasileiras na temporada de balanços do quarto trimestre e projeções de uma recessão em torno de 3% em 2016 — avaliou Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor.
Mas é nesse clima de ajuste que as ações da Petrobras sobem forte, tirando proveito da alta do preço do petróleo. Os papéís preferenciais (PNs, sem direito a voto) registram alta de 3,11%, cotados a R$ 4,64, e os ordinários (ONs, com direito a voto) sobem 5,40%, a R$ 6,63.
As ações da Vale também operam com ganhos. As preferenciais sobem 2,18% e as ordinárias registram valorização de 2,95%. O mesmo ocorre com os papéis do setor bancário, que possuem o maior peso na composição do Ibovespa. As altas das preferenciais do Itaú Unibanco e do Bradesco são de, respectivamente, 1,16% e 0,17%.
Na Europa, os principais indicadores operam em alta, em um ambiente de menor aversão ao risco. O DAX, de Frankfurt, sobe 2,11%, e o CAC 40, da Bolsa de Paris, tem alta de 3,28%. No caso do FTSE 100, de Londres, a variação é de 2,29%.
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