quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Homem que degolou a mulher durante o Réveillon participa de reconstituição

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Policiais civis estiveram na cena do crime na noite desta quarta-feira. Jair Agnoli, de 61 anos, é acusado de matar a esposa na noite do réveillon.
Delegacia de Itanhaém, SP.

A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira (3) a reconstitução da morte de Maria das Dores Agnoli, de 62 anos, decapitada em Itanhaém, no litoral de São Paulo, na noite do Réveillon. O acusado de praticar o crime é seu marido, Jair Agnoli, de 61 anos.

O agressor era casado com a vítima há mais de 30 anos e, após uma discussão no dia 31, por volta das 23h, ele empurrou a mulher, que bateu a cabeça no chão e morreu por causa dos ferimentos no crânio.

Os restos mortais estavam em um terreno baldio, em Itanhaém. Ao chegar ao local, os policiais chamaram o idoso para identificar onde ele teria deixado o crânio. Ele, então, confirmou que um saco azul enterrado guardava a cabeça da esposa.

De acordo com a polícia, a cabeça foi recolhida e encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML).

Policiais civis estiveram na cena do crime com o suspeito, que refez os passos do dia do assassinato. O homem continua preso aguardando julgamento da Justiça.

Confissão
Quatro dias após o crime, Jair foi à delegacia para registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento da esposa. No entanto, após ser questionado pelos policiais e cair em contradição diversas vezes, ele confessou ter cometido o crime.


'Bom marido'"Durante o depoimento, ele afirmou que não tinha nada premeditado. Após cometer o crime, o suspeito pegou o carro sentido Peruíbe, parou e se desfez do corpo da vítima", explicou a delegada responsável pelas investigações. Durante o depoimento, o Jair se mostrou calmo e relatou tudo com riqueza nos detalhes. Ele mostrou alguns momentos de emoção, chegou a chorar e se disse arrependido pelo que fez", afirmou a delegada.

Um dia após o crime, o filho do casal, Fernando Ferreira de Agnoli, conversou com o pai, que afirmou que Maria das Dores havia fugido de casa. Fernando disse não ter desconfiado que o pai havia assassinado a mãe e afirma que só ficou sabendo do crime na segunda-feira, ao chegar na delegacia.

"Não tenho muito a dizer. Eles se amavam e completaram 37 anos de casado em dezembro. Ele era um bom marido, inclusive deu o carro [utilizado no crime pelo acusado] como um presente para ela. Meu pai fazia tudo por ela. Eles se amavam", afirmou.
Homem confessou que decapitou e arrancou dedos da mulher

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