quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mensagem de voz foi a causa da morte de militar em morro da Zona Norte do Rio


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A Divisão de Homicídios (DH) concluiu, nesta terça-feira, que o cabo do Exército Jorge Fernando Souza, de 24 anos, e o ex-militar Cleiton Felipe Massena foram mortos por traficantes do Morro do Chapadão, localizado entre Pavuna, Costa Barros e Anchieta, na Zona Norte do Rio. A dupla teria sido acusada pelos bandidos de repassar informações do tráfico para a polícia.

— A DH tem fortes indícios de que os dois rapazes foram confundidos com informantes, popularmente conhecidos como X-9 — disse o delegado Fábio Cardoso, da DH.

Os dois trabalhavam como motoristas de uma cooperativa de táxi executivo, na Pavuna. Eles foram vistos pela última vez na madrugada de segunda-feira. De acordo com depoimentos de testemunhas, no domingo passado, um bandido solicitou uma corrida para a Praia de Grumari, na Zona Oeste do Rio. No entanto, o motorista recusou a corrida, o que gerou desconfiança por parte dos traficantes.
Jorge Fernando Souza foi obrigado a entregar o celular para os bandidos 

Os bandidos marcaram uma reunião com pelo menos quatro motoristas da cooperativa, na localidade conhecida como Final Feliz. No encontro, todos foram obrigados a entregar os respectivos celulares. No aparelho do cabo, os traficantes encontraram uma mensagem de voz, onde Jorge avisava que estava no morro. Segundo a polícia, esta seria a causa da morte do militar e de Cleiton Felipe.
Um agente do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase), que também fazia parte do grupo, foi agredido com coronhadas. Ele conseguiu escapar, após cair em uma ribanceira. O quarto motorista foi liberado pelos traficantes.

O cabo Jorge Fernando foi torturado e morto no Chapadão 
Segundo parentes, Jorge trabalhava como taxista para complementar sua renda familiar.

As famílias de Jorge e Cleiton registraram o sequestro dos dois na 31ª DP ( Ricardo de Albuquerque). No entanto, a apuração do caso foi transferida para a Divisão de Homicídios. Segundo um parente, Cleiton deu baixa no Exército em 2014 e ficou alguns meses desempregado. Foi então que um amigo o chamou para se juntar à cooperativa.

- A última vez que tivemos notícias dele foi na madrugada de segunda-feira. Ele saiu de casa depois de receber um telefonema de um colega da cooperativa - contou o familiar.

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