terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os EUA espionaram, Netanyahu e Ban Ki-moon, segundo o WikiLeaks. Vídeo

Julian Assange, durante entrevista na embaixada do Equador em Londres, em 18 de agosto de 2014 (Foto: Reuters/John Stillwell/Pool)Julian Assange, durante entrevista na embaixada do Equador em Londres, em 18 de agosto de 2014

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Documentos novos foram publicados na segunda-feira (22). Ex-premiê da Itália, Silvio Berlusconi, também foi alvo de espionagem. O site WikiLeaks publicou nesta segunda-feira (22) novos documentos que revelam a espionagem por parte da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) de líderes mundiais como o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu; o ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O site wikileaks, a organização criada por Julian Assange disse que a NSA realizou escutas secretas em um encontro entre Ban e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Relatos anteriores já indicavam que Merkel tinha sido monitorada pelos serviços de inteligência dos EUA em outras ocasiões.

O site WikiLeaks informou que uma conversa entre Berlusconi e Netanyahu foi espionagem americana. Um encontro entre responsáveis de comércio do alto escalão da União Europeia (UE) e do Japão também foi acompanhada pelos serviços de monitoramento. O site ainda indicou uma reunião privada entre Berlusconi, Merkel e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

Nos documentos obtidos pelo WikiLeaks, Merkel e Ban conversaram sobre como lutar contra a mudança climática. Netanyahu solicitou a Berlusconi apoio para lidar com o governo dos EUA liderado pelo presidente Barack Obama. Já Sarkozy alerta ao ex-primeiro-ministro da Itália sobre os perigos do sistema bancário de seu país.
Seria interessante ver a reação da ONU, já que se o secretário-geral pode ser um alvo (da espionagem dos EUA) sem nenhuma consequência, então qualquer um, desde um líder mundial a um varredor de rua, estaria em risco, declarou Assange.
O WikiLeaks passou a estampar as manchetes dos jornais entre julho e outubro de 2010 após publicar documentos secretos da guerra do Afeganistão (2001) e da segunda Guerra do Iraque, a partir de vazamentos fornecidos pelo soldado americano Bradley Manning, que é transexual e atualmente se chama Chelsea Manning.

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