terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Vídeo mostra roubo no DF em que pai é morto à espera de filhos em escola

Ladrão levou carro da vítima, que havia sido comprado nesta segunda. Homem aguardava filhos de 12 e 15 anos quando foi abordado e baleado.
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Vídeos mostram o momento em que um homem de camiseta branca caminha em direção ao pai que foi assassinado em frente a um colégio do Guará II enquanto esperava os dois filhos saírem da aula. Em uma das gravações, a vítima aparece cambaleando antes de cair no chão e o ladrão levar o carro dele.

O crime ocorreu pouco antes do meio-dia desta terça-feira (2). Servidor do Senado, o homem de 51 anos aguardava os filhos, de 12 e 15 anos, saírem da escola quando foi abordado. A vítima estava com o carro estacionado sob uma árvore em frente à escola. Ele havia acabado de comprar o veículo – o automóvel foi retirado nesta manhã da concessionária.

 o suspeito do crime caminhando em direção ao carro da vítima. As imagens não mostram a abordagem. Uma câmera do próprio colégio, que registrou a ação por um ângulo diferente, mostra o pai cambaleando antes de cair. Uma mulher que estava em outro carro próximo ao local do crime deixa o veículo e corre.Pouco depois do crime, policiais sobrevoavam a região de helicóptero tentando localizar o carro da vítima. Até as 15h, ninguém havia sido preso. O colégio fica a menos de 100 metros da Direção Regional de Ensino do Guará e bem próxima a um centro de educação infantil.

De acordo com a PM, o assaltante pediu a chave do carro ao abordar a vítima. O homem teria reagido e acabou baleado. O corpo foi retirado do local mais de duas horas depois do crime, quando a polícia terminou o trabalho de perícia. Nenhum dos peritos falou com a imprensa.

As aulas da tarde foram mantidas na unidade porque, segundo Tramontin, muitos alunos já tinham chegado de van escolar ou levados por pais a caminho do trabalho. O colégio tem vertente católica e fez uma oração antes de recomeçar as aulas.Crime

A escola em que os filhos da vítima estudam tem 1,6 mil alunos. O diretor, Ademar Tramontin, diz que a família era participativa e que os dois filhos do homem assassinado, de 15 e 12 anos, não chegaram a ver o corpo do pai. "Assim que ficamos sabendo, mantivemos eles dentro da escola até a família chegar", diz.

O diretor diz ter enviado uma série de pedidos ao GDF, à administração regional e ao Batalhão da PM, que fica a menos de 1 km do colégio, para reforçar o policiamento.
Sob o olhar de curiosos, policiais bloqueiam área onde homem foi morto após reagir a assalto

"Nós fizemos muitos pedidos para a polícia estar aqui, pelo menos passar aqui. Mas, infelizmente, a polícia diz que não tem efetivo suficiente para monitorar as escolas particulares", afirmou. O G1pediu posicionamento ao Batalhão Escolar e ao Palácio do Buriti, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.

No local, pais de alunos reclamavam da insegurança. "Tem uns grupinhos de 'malas' que ficam aqui rodeando, observando os meninos com celular o dia inteiro. A gente já avisou, já reclamou, mas não adianta. Precisa morrer gente, parece. Eu estaciono sempre embaixo da mesma árvore, você imagina", diz um pai que não quis se identificar.Uma empresária que trabalha a menos de cem metros do local afirma que um crime semelhante foi registrado há poucas semanas. "Assaltaram a dona da autoescola aqui ao lado não tem três semanas. Também à luz do dia, meio-dia, aqui em frente, com arma."

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